domingo, 12 de julho de 2020

Santana Lopez aka Naya Rivera





Naya Marie Rivera (born January 12, 1987; disappeared July 8, 2020) is an American actress, model, and singer.

É triste admitir, mas com tudo que tem acontecido, Santana Lopez, Brittany S. Pears junto com Quinn Fabray, eram meus personagens favoritos de Glee.

O desaparecimento da atriz Naya Rivera, no dia 08 de Julho de 2020, me afetou muito mais do que eu imaginava, cheguei até a pensar que Santana era meu personagem favorito da série e assistindo alguns vídeos no Youtube, percebi que era mesmo com a ajuda de Heather Morris e Diana Agron.

No começo, quem entende os malvados e vilões? Mas eventualmente, além de ser a única personagem lésbica da série, ela também tinha uma personalidade forte, forte o bastante para não aceitar menos do que a verdade, mesmo que doesse e, com seu Mexican Third Eye (3° Olho Mexicano), ela seguia seus instintos e ia atrás da verdade.
Estou falando da personagem, não sei como ela era como pessoa. Ela cantando ‘Valerie’ da Amy Winehouse fez essa música grudar na minha cabeça e ‘Shake it out’, eu não estava numa situação muito boa e essa música virou minha trilha sonora para momentos difíceis.
Como todo maluco viciado em séries e apaixonado por música, um dos meus “sonhos” é escrever e produzir séries, filmes e shows de tv para entretenimento. E Naya Rivera, com certeza está na minha lista de pessoas com quem quero trabalhar, pode até ser em outra vida e isso meio que me conforta.
Eu também tento entender qual é meu lance, porque as vezes eu gosto mais de um personagem, ou gosto tanto de um personagem que a pessoa por detrás do personagem não me importa muito. Eu não gosto da Lea Michele, a Rachel me irritava, mas a Santana me assustava e fazia eu gostar cada vez mais dela. Até que, na 5ª Temporada, eu descobri do que a Santana era feita  e ali ela acabou virando uma atriz fodástica para entrar nos meus sonhos/projetos profissionais.
Ela só tem 33 anos, e espero sinceramente que ela não esteja morta. Estão procurando na água, talvez ela esteja desmaiada no mato... Ah sei lá. A mente dá voltas.
Eu não cresci com Glee, já era adulta quando comecei a assistir a série, um amigo meu muito querido adorava e por causa dele assisti a primeira temporada, fiquei louca e assisti o resto, o que não é difícil já que gosto de assistir tudo até o final. Só não sabia que eu iria gostar tanto e sentir tanta falta quando acabasse.
 A Melissa Benoist fez Glee, hoje ela é a Supergirl, o cara do Flash também, mas em Glee ele era um vilão e a Santana chutou a bunda dele com a música 'Smooth Criminal' do Michael Jackson.
O povo fala da maldição de Glee. Como um show tão legal fica amaldiçoado???
O show era tão legal, falava de coisas importantes, formação de caráter, família, amigos, como é crescer da pior forma possível. Principalmente para quem é totalmente fora da casinha. (como eu)
O pai do Kurt, Burt, meu Deus, foi a cena mais linda de aceitação e amor que já vi. O pai do Kurt o amava demais para se importar se ele era gay...
Não sei como era a vida da Naya, tem muita especulação. Até porque, existe uma insistência absurda em criar mito em cima das pessoas que aparecem na mídia. Acho que ela era uma mina tipo a Santana, que lutava para caralh* para conseguir seu lugar ao sol e que viveu as ilusões da vida como todo mundo, teve seu coração e sua confiança quebradas algumas vezes e por algum motivo que só Deus sabe, ela vivia cada dia como podia. Como todo mundo!
Se ela voltar, a parte dos meus “sonhos” que foi com ela volta, se não, de alguma forma muito louca, a Naya Rivera levou uma parte de mim para onde quer que ela tenha ido. Talvez ela tenha ido para casa, Céu, de volta para Deus. Talvez ela esteja perdida no meio do mato por ali e conseguiu viver mais um dia. Será que tem cabanas por lá?
Mas seria ótimo se ela tivesse um plano muito bem estruturado e tivesse simplesmente mudado de identidade e sumido. Não seria a primeira vez que alguém forja a própria morte. Mas seria uma guinada interessante, já que todo mundo, de 2 gerações, conhece bem a cara dela.
Pensando bem, talvez eu  tenha botado fé na Santana quando ela salvou a personagem da Melissa Benoist contra aquela Kitty Bitch Cheerleader que estava dando barbitúricos para Marley.
As vezes dá a impressão de que, na vida existem as pessoas que querem entrar numa caixa preconcebida de certo e errado, existem aqueles que se recusam a caber na concepção da sociedade, e ainda, aqueles que não fazem ideia de que essas caixas existam. Essa é a Brits. E a Santana por vezes brigava com quem era de verdade porque se escolhesse uma caixa, não poderia mais dar rolê nas caixas dos outros. Mas tem um lance aí, nessa de se enquadrar quando você ama alguém, não é uma escolha.
Eu sinceramente adorava a Santana, Satan, como a coach Sue a chamou uma vez, de tão malvada que a Santana era. Mas eu gostava dela por causa dos laços de amizade que ela fez, por ela ter essa personalidade forte de mais para alguns e importante de mais para outros. Por ela ter confrontado seus medos e amado, vivido, pago o preço pela sua natureza, que nem sempre era boa, mas que era verdadeira como uma bigorna. Que caia na cabeça das pessoas e dela mesma, as vezes.
Se ela voltou para casa, no Céu, espero que todos os sonhos dela tenham se realizado, que ela tenha encontrado as respostas para as perguntas da vida e que Deus na Sua Bondade infinita conte para Naya Rivera que ela fez coisas grandiosas, mesmo que não parecesse as vezes, sobre as vidas que ela tocou, os corações, as ideias que ela influenciou e que embora breve, foi uma vida para se orgulhar e que ela deixará saudades!


 



















quinta-feira, 7 de novembro de 2019

EPISÓDIO 4 - EU e o OUTRO

       Recentemente eu me deparei com algumas situações completamente fora do meu controle. Pra quem não sabe, eu faço faculdade, ter 40 anos na faculdade, com pessoas de diversas idades, realidades, potencialidades, origens e inteligências, é um desafio. Ainda mais pra mim, por eu ser quem sou, ver a vida do jeito que eu vejo.
      É que agora meu olhar é outro, minha percepção cresceu comigo; então olho para as coisas, mesmo as que se repetem e faço outros questionamentos.
      Com essa introdução confusa, tive que abrir mão do controle, de criar expectativas diante do outro, de como vejo as coisas e "acho" que as coisas deveriam ser.
      Eu sempre me percebi diferente dos outros e passei minha vida toda me defendendo pra proteger minhas ideias e pontos de vista. Eu não cresci numa família muito fácil, a convivência sempre foi um infinito confronto para eu poder exercer minha identidade, enquanto as pessoas se frustravam por eu não ser quem eles queriam que eu fosse. Isso é muito desgastante, como o tempo e adquirindo autonomia de pensamento, eu me afastei deles. Fui bem radical e cruel pra fazer isso, mas também foi uma questão de sobrevivência, ou era pra mim naquele momento.
     Então, quando entrei na faculdade me vi no meio de pessoas mais jovens, ávida para aprender a ver o mundo e a vida com esse frescor, e novo prisma. Lembrando que à cada 10 anos é uma nova geração, e o que era importante pra minha geração, pode ter deixado de ser nesta. O que é super legal!!
     Verdadeiramente me abri pra isso, mas gente velha detesta mudanças e o índice de desistência onde estudo é alto, então, meu humilde grupo do primeiro semestre, formado por 3 pessoas se desfez, as minhas "parceiras de crime" deixaram a faculdade e eu me acovardei, me entristeci e isolei, fui buscar refúgio com meus contemporâneos, por orgulho ou vaidade, deixei minha limitação e fraqueza tomarem conta e saí desse grupo também. Me enfiei em outro grupo com pessoas diversas, mais novas e mais velhas, mas também não me adaptei e acabei sendo expulsa. Então, meu grupo que havia me acolhido da primeira vez, me recebeu de volta. Eu me senti feliz e super grata.
     O assunto é: Eu e o Outro. EU cheguei ávida por novidades e para aprender, me deparei com o OUTRO, conforme as coisas foram acontecendo, percebi que  meus pensamentos e comportamentos não estavam ajudando. Eu deixei de buscar o novo e me voltei para o familiar, aquela alegria que eu sentia foi embora junto com minhas colegas que deixaram a faculdade. Então o problema era eu; o que tinha em mim que me impedia de seguir em frente, para o novo? Eu.
     Então, mantendo essa linha de raciocínio, o que eu preciso fazer para mudar isso? As respostas não vem rápido, elas são ideias e suposições que se baseiam no que a gente sabe, no que vivemos, no que sentimos e intuímos. Nem sempre estamos certos, até porque ninguém é dono da verdade.
    Meu aprendizado não está concluído, mas o que tenho aprendido é que o outro não tem nada a ver com isso. EU Tem. O EU é a única pessoa que podemos tentar controlar e mudar. O outro tá ali vivendo a vida dele. Você também não tem nada a ver com o outro. Se tem algo no comportamento do outro que te afeta de forma negativa, é porque algo dentro de você não está em harmonia  com as leis do Universo. Já pensou nisso? A segurança do grupo que eu buscava, vem de valores, ideias e princípios que carrego em mim. Da minha geração, dos traumas que sofri com abandono, mas a responsabilidade pela minha própria segurança é minha. Ninguém tem ou pode me dar segurança emocional. Essa segurança não existe. Não podemos nos apegar ao ilusório.
     Essa é uma das inúmeras aventuras que tenho tido.
     Conselho de tia Dani, empodere-se. Seja responsável por você mesmo, esqueça a palavra culpa e veja o outro como alguém que também está buscando o melhor para si mesmo dentro de seus alicerces internos, se alguém quiser caminhar com você, deixa a pessoa livre. Se a pessoa vier por decisão melhor, não porque na sua cabeça você acredita que o melhor que a pessoa pode fazer é suprir sua necessidade ilusória. Ninguém pode suprir suas necessidades.

Good Health!

domingo, 27 de outubro de 2019

EPISÓDIO 3 - A VIDA ESTILO THE WALKING DEAD

     Boa Noite,

     No último texto falei de finalizações e hoje vamos falar sobre estilo de vida.
     Alguém já assistiu "Não Senhor, Sim Senhor", com o Jim Carey?
     
     O cara vivia a vidinha dele, não se arriscava em nada e não era surpreendido por nada. Quando de repente, a vida dá uma guinada. Adoro essas coisas!
     Isso tem nome, chama-se impermanência. É um conceito Budista muito bom pra quem busca iluminação.
     Por conta desses estudos e da própria impermanência da minha vida, comecei a estudar a Consciência Krshna. Eu gosto muito dos livros de Sua Divina Graça Bhaktivedanta Swami Prabhupadá. E um dos primeiro livros, se não foi o primeiro livro que adquiri foi: Vida Simples Com Pensamento Elevado. Além de ser um dos meus livros favoritos. Baixei o livro recentemente em PDF e estava lendo. A primeira vez que tive esse livro em minhas mãos, eu não tinha maturidade para entender então, dei ele de presente.

     Vida Simples é você priorizar o que realmente importa e saber que o que é importante para você pode não ser importante para os outros. E o Pensamento Elevado é ver as dificuldades pelas quais todos passamos como passageiras. 
     Pensando sobre isso, se no final das contas vamos todos morrer e vamos mesmo, todo o resto é só um momento. Não altera o resultado final.
     Então eu estava fazendo maratona The Walking Dead na Netflix. Acho que eu tinha parado na 6ª temporada e com o Netflix fui por a série em dia. Rapaz, que revelação!

     Depois de sobreviverem, todos sobreviveram, as coisas ficaram claras para eles. Eu acho. Eles agem como se soubessem. Por exemplo: Eles sabem que só podem levar o que puderem carregar, que o mais importante são as pessoas, que precisam se preocupar com comida mas se tiverem hidratados conseguem ficar sem comer, que mesmo com medo você precisa encarar as coisas e quanto mais inseguro você fica, maiores são as chances de falhar.

     Então estou lá vendo a série e uma adolescente foge, carregando 1 mochila, 2 garrafas de água e uma faca. Eu ando de mochila também e o que tem na minha mochila? Tem remédios, porque sou "velha" e eles facilitam a minha vida, tem blusa de frio, tem óculos de sol, lenços de papel, o material da faculdade, livro, cigarros extras. Quanta coisa eu carrego na vida que eu não preciso? Quantas vezes deixei de confiar em Deus, que Deus proveria as minhas necessidades por conta dessa necessidade absurda de controle?
     Pensei nos Apóstolos. Eles viajaram a Ásia e a Europa em pregação, o que será que eles carregavam? Porque não dá pra caminhar se você estiver com muito peso, eles vestiam sandálias, uma túnica, uma bolsa tiracolo, talvez uma garrafa adaptada e a fé em Deus.
     Em The Walking Dead não é tão diferente. Eles não produzem nada e estão sempre procurando comida e gasolina, o povo que fumava teve que parar porque não havia mais cigarros, aqueles desejos específicos e estranhos de pizza e estrogonofe, mano, esquece! É o que tem, se tem. Acho muito estranho os animais não terem sido contaminados, mas isso é assunto pra outra prosa.
    O Daril foi acostumado a caçar, ele come todo tipo de bichos, cobras. Vi uma menina comer minhocas. Sabe todas essas coisinhas que a gente acha que são "boas" para nós? Será que são mesmo? Não seria mais fácil treinar nossas mentes para "QUERER" só o que realmente importa?
   
    Eu moro sozinha, não tenho geladeira e mesmo com geladeira as coias estragam. Então não é a geladeira, é a vida. Você precisa comer, eu também, mas é só isso, depois que você põem algo no seu estômago, é vida que segue. Ninguém precisa perder tanto tempo e energia com isso. Eu não sou cozinheira, minha especialidade é miojo. 
   Sendo assim, estou realmente tentando ser mais prática em relação à vida. Ser mais objetiva em relação as minhas necessidades reais e as imaginárias.
    A sociedade consumista diz que precisamos ter pra ser, mas nós sabemos que precisamos ser pra ter. Ninguém precisa se vestir como os sobreviventes de The Walking Dead, mas saiba que sua roupa é só uma roupa. Não entendo de moda e não quero desrespeitar ninguém. Pelo que entendi moda é arte, são expressões da nossa individualidade e identidade, podem ser usadas como meio de protesto ou mesmo pra se rebelar contra a sociedade. Mesmo assim, você dá significado ao que veste e ao que pensa. Tudo isso não significa nada se a pessoa que tem essas ferramentas não souber quem é sem elas e se não der a verdadeira importância para cada coisa.

    Quando você se alimenta, quando você pensa, quando você encontra tudo o que precisa para sua sobrevivência... aí você pensa nos detalhes das roupas, nos objetos e utensílios que podem facilitar ou não a sua vida. Por exemplo, o carro é um meio de transporte. Ele está fazendo o que veio fazer? Porque não adianta ter uma Ferrari que não anda.
    Acredito que tudo tem propósito então, o que você carrega na sua mochila? Será que você tem tudo o que precisa incluindo espaço para Deus agir ou você é como eu e quer controlar tudo de tal forma que não precise de nada nem ninguém?


Eu estou mudando isso, Graças a Deus.


Eu não sou a Lorelay Fox, mas é nessa que eu vou!

Tchau!

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

EPISÓDIO 2 - MARATONA DE SÉRIES E COMO LIDO COM FINALIZAÇÕES

      Recentemente eu fiz uma maratona de séries que eu parei de assistir, muitas acabaram e fui atrás de ver o final delas. Particularmente eu tenho uma relação de amor e ódio com coisas que terminam, reluto muito para terminar um livro, mas sou ávida para ver o final das séries e porque minhas condições financeiras nem sempre permitem, eu acabou assistindo o final das séries anos depois. Por exemplo: Alguém viu a segunda temporada de Quântico? Eu vi, e descobri que tinha a terceira temporada e assisti também. A segunda temporada acabou de um jeito... enfim, achei a terceira e foi bem interessante.
      Dexter foi o final de série que mais me marcou. Uma amiga da escola me falou de Dexter em 2012 e eu estava relutante de assistir porque eu já sabia que se tratava de um serial killer, eu tava vivendo um período desagradável da minha existência, e tive receio de descobrir partes de mim que pudessem se identificar com Dexter.
      Pois bem, eu era apaixonada pela Yvonne Strahoviski, a Sarah Walker da série Chuck. Quase ninguém conhece essa série, mas o "Chuck" está fazendo Shazzam agora.
      Vou contar de Chuck,. Chuck era um cara que viu a vida dele ir para o saco em um semestre de faculdade, ele tinha "tudo" e "perdeu" tudo. Foi trabalhar como técnico de informática em um Supermercado, ganhava mal, morava com a irmã. Era deprimente. Ficou 5 anos assim, vivendo de ressentimento e frustração. Conheço bem esses sabores... E esses sentimentos são pior que droga, porque a gente se acostuma a sentir isso e, quando algo bom aparece, uma alegria por exemplo, a gente fala: Não! COMIGO? Imagina, coisas boas não acontecem comigo! Esse era o Chuck e essa era eu. Tempos difíceis.
      Eu vou ter que dar spoiler para poder falar da Sarah. Na faculdade o Chuck tinha uma namorada, a Jill. Jordana Brewster, ela fez Velozes e Furiosos e DEBS... Enfim, ela deu um pé na bunda do Chuck na faculdade e pra piorar havia rumores que ela tinha dormido com o melhor amigo do Chuck na faculdade, Brice. Esse mesmo Brice acusou o Chuck de colar numa prova da faculdade, o que fez o Chuck ser expulso. 5 anos depois, Chuck recebeu um e-mail do Brice, era aniversário do Chuck. Quando abriu o e-mail, todas as informações eram criptografadas e rastreadas pelo governo. Então, no dia seguinte a CIA e a ANS estavam mandando seus "melhores" agentes para pegar o Chuck. A NSA queria matar o Chuck e a CIA queria saber o que o Chuck sabia antes de matá-lo. Pois bem, a agente da CIA é a Yvonne Strahoviski AKA Sarah Walker. Linda e fofa!
     A Yvonne debutou como vilã em Dexter, então, eu estava super ansiosa para vê-la em ação. A princípio eu só assisti a temporada com ela, mano, em Chuck ela nunca tirou a roupa, em Dexter não levou 5 minutos. Enfim, não sei qual temporada ela apareceu, mas até a próxima temporada acabei assistindo Dexter do começo. Descobri que amo o Dexter, mas amo muito mais a Yvonne. Demorou uns anos pra eu conseguir ver a última temporada de Dexter e foi muito importante pra mim, como uma finalização de ciclo.
    Não quero deixar esse texto sem dizer que Chuck parece um conto de fadas Nerd. O final é triste mas esperançoso, como um conto de fadas! É lindo! Meu ranço do Brandon Rout vem de Chuck, por isso é bom praticar o julgamento estilo Masterchef, porque o ator vendeu bem a personagem e realmente detesto o Brandon, até a mulher dele faz vilã. Ela participou de Legends of Tomorrow e SuperNatural.
 

     Então é isso...

Eu não sou Lorelay Fox, mas é nessa que eu vou!  Tchau!

EPISÓDIO 1 - JULGAMENTO ESTILO MASTERCHEF

        Por muito tempo eu ficava presa num padrão de julgamento das pessoas, porque eu pensava que se uma pessoa fizesse algo "errado", ou que eu não concordasse, tudo o que ela fizesse teria esse mesmo desconforto, ou problema.
      Vou explicar melhor, é como se alguém que me ferisse, fosse ferir todo mundo, se a pessoa tivesse uma falha de caráter em um aspecto, ela apresentaria essa mesma característica em tudo o que faz. 
      Eu sempre ouvi que ninguém é totalmente bom ou mau, que é preciso deixar ir emoções e mágoas. O que eu demorei para entender é: como fazer isso?
        Um dia eu estava assistindo Masterchef, e eu devo ter ficado brava com alguma coisa do tipo: Não acredito que essa pessoa se comporta dessa maneira e fez um prato melhor, fulano que é um ser humano melhor será eliminado? (No meu ponto de vista, eu achava fulano melhor). Pensei, vai que os chefes estão certos. Eles talvez não tenham todos os elementos sobre uma pessoa, eu também não tenho. Comecei a pensar, qual é o critério?
     Observar como eles tomam as decisões, óbvio que eles usam critérios, dentro de suas especialidades: Sabor, estética, criatividade, autenticidade e etc.
           Eu não sou chefe, nem cozinheira, não sei exatamente como funciona todo esse lance da cozinha e suas filosofias.
           Mas sei que eles parecem não saber o que acontece entre os competidores e eles julgam apenas o prato e o desempenho do candidato naquele projeto, naquele prato.

           Acho que na vida a gente tem que ser assim também. Parar de julgar uma pessoa pelo jeito que ela trata os outros, pela forma com a qual a pessoa vive a vida dela e focar no que importa de verdade, que é Você. No final, tudo volta pra você e você acaba sendo a grande bússola que norteia sua vida. Por isso precisamos fazer ajustes nos nossos pensamentos para que eles nos direcionem para caminhos mais livres e para felicidade.

           Voltando ao Masterchef...

           Você não precisa de um histórico completo de uma pessoa para fazer sua cabeça sobre ela. Até porque, as pessoas mudam, elas crescem e se aperfeiçoam. Julgue o hoje, o agora, sem deixar que o passado ou outros elementos influenciem nas suas decisões. Foque no prato que está sendo apresentado no momento atual.
           Qual é o seu critério? Porque se alguém te trata bem, se você percebe que a pessoa dedica o tempo dela e se esforça quando está ao seu redor, talvez não precise eliminá-la.


Bom é isso...

Luz e Paz...

Namastê!

Apresentação deste Blog

Olá, eu sou Daniela, pode me chamar de Dani. Tenho 39 anos, mas normalmente eu arredondo pra 40.

Se você está esperando um blog sobre alguém que deu certo, que tem ideias claras sobre o que você, que está lendo isso, deve fazer para ser o que quer que seja, está no blog errado.

Não, eu não sou Betina!

Eu sou uma pessoa comum, tentando viver a vida de uma forma mais leve, questionando coisas e tirando o melhor que posso de lições diversas, situações e experiências.

O objetivo é pensar melhor, por outro ponto de vista, para encarar a vida. A ideia em si, é compartilhar a visão que temos do mundo, transformando e transmutando o jeito de pensar para viver melhor.


Desde já,

BEM-VINDO (A)

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

2019 - As lições

      Há muito tempo atrás eu achei que eu fosse perfeita, que tava tudo certo comigo. Talvez até que eu fosse algum tipo de heroína e que vim salvar o mundo, confiei, confiava e confio nos meus instintos, acreditei que o que eu via e percebia era tudo o que existia e me deparei com o significado da soberba. Quando minha soberba, orgulho e ignorância caíram por terra, encontrei a compaixão. Compadecer pelo sofrimento e ou sentimento do outro, se colocar no lugar dele, pensar um pouco como ele, e acolher essa pessoa.
     Acolhimento, essa palavra e esse sentimento que aprendi com uma amiga. Ela me aceitou e me acolheu como eu sou, com esse jeitinho briguento e protetor. Em retorno entreguei o que eu já tenho de bom em mim, a lealdade.
     Eu acho que eu sei onde eu me perdi, ou o que desencadeou a situação atual, mas não sou dona da verdade, acho que foi algo que eu falei, com a mistura do que se ouviu. Seja lá, se estou certa ou não, sinto falta de pessoas. 
     Eu tentei entender, me analisar, nunca quis julgar, só conhecer, me conhecer e conhecer as pessoas. Diferenças me encantam, diversidade me encanta e todas as pessoas que gosto têm esse dom, ou vários dons. Olhares intensos sobre a vida e eu bebo muito dessa água. Visões de mundo e suas particularidades afetam minha estrutura de pensamento e me mostram novas cores. Estou aberta a aprender e cada pessoa que encontro tem algo a ensinar, meio sem querer, as pessoas que conheci recentemente têm em si, o que eu busco e me deixo envolver.
     Meu coração nem sempre esteve aberto, mas essas energias transcendem portas e o que pode ser superficial, as vezes vira amor.
    Estou nesse lugar como voluntária, quero saber o que acontece, se é que acontece, quero saber quem eu me torno vivendo todas essas experiências, abrindo mão de conceitos, preconceitos e padrões.
     Abrir mão do que conheço, do controle, das minhas defesas e subterfúgios, principalmente do que me protege das pessoas, e ao mesmo tempo, do que me afasta delas trouxe uma Daniela mais equilibrada  pra vida. Coisas que eu achei que eu não gostava, agora vejo diferente e estou aberta pra saber ainda mais sobre essas possibilidades de transmutação.
   Quando abrimos os olhos do coração, percebemos que as lições que aprendemos estão falando ao nosso espírito sobre a arte sutil da evolução e do destino.
    Abri meus olhos para novas experiências, ensinamentos, flexibilidade, adaptação, coragem, resistência, força feminina, eu conhecia palavras e as pessoas me deram significados. 



Sou grata por isso!



quarta-feira, 1 de maio de 2019

DESTINO - Não dá para ganhar todas!


Talvez seja assim: Eu me apaixono na esperança de que meus instintos e sentidos estejam certos, insisto. Mas não invisto na pessoa que é meu objeto de desejo, invisto e foco em acreditar em minhas impressões e expectativas.
            Talvez gostar de alguém seja só um enlace mental e um teste para minhas habilidades extra-sensoriais, assim como a superação das decepções que se seguem dessa postura (ficar aos pedaços).
Tomada de consciência é uma “vaca”!
Negação Ativa => Pensar e não ser real, mesmo assim, fingir que está tudo bem!
E agora, o que eu faço com essa informação?
Quem eu sou agora, sabendo disso?
            Eu me entendo e me amo. Gosto de ser quem eu sou!
Gosto de papéis, canetas e uma xícara de café pra acompanhar meu cigarro no cinzeiro. De pensar na vida, de encontrar meu centro, de perdê-lo, dos dramas, dos esquemas mentais, das estratégias e do crescimento que isso traz.
Hoje eu tô bem!!!

            Acho que é isso mesmo, achar que o Amor vai ser uma epifania, um lapso sensitivo, um relampejo de intuição. Pior é que me comporto assim desde sempre. Eu não aceito nada menos que toque minha alma e dissolva meus sentidos todos em combustão espiritual.
            Isso até acontece, mas o que eu faço com isso?
            Quais decisões eu tomo a partir desses insights?
São Bons? São Felizes? Dão certo quando penso nos resultados???
Resposta bem obvia: NÃO!
As coisas não estão funcionando!
            Então, que tal um recomeço mental?
Começar com o básico: Amizade.
Conclusão:
            Acho que essas foram as duas grandes sacadas do dia.
1° - O meu apego não é pelo meu objeto de desejo, e sim pelas minhas próprias crenças e métodos.
2° - Meu plano de vida é muito maior que minha própria compreensão e não faço ideia de como galgar os passos para realizá-lo, salvo orar por intervenção divina.

Pior é que isso é tão óbvio. Tá na cara!
Esse é um dos mistérios da vida, né? Tudo fica simples.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Muito Chateada.

Boa tarde todo mundo.
Eu to muito chateada. Depois que essa discussão sobre o aborto começou, eu perdi minha paciencia e postei algumas coisas muito raivosas no Face. E respondi comentarios que me revoltaram. Acabei perdendo amigos. E isso me deixou chateada.

Mas aqui, agora, eu to pensando. Eu sou RAD (feminista radical), Lésbica, e pisciana. Então isso explica porque estou solteira. kkkk

Falando sério. Já que eu tenho esse espaço, eu vou usar.

Eu não concordo com o aborto. Acho triste. Mas eu sou a favor da lei que legaliza o aborto.
Eu sou a favor do empoderamento feminino. E eu não to falando de classes sociais. Só penso que as mulheres tem direito sobre o seu corpo e algumas situações, que eu não vivi, Graças a Deus, colocam a mulher numa situação muito delicada.

Acho tambem que homem não direito de opinar. Salvo se for medico, psicologo, psiquiatra, e com instrução relevante aos casos. Mas o marido, o pai, o tio, o sobrinho, o açougueiro, o pedreiro, o policial... não.

Eu tava lembrando ontem da ironia, as mulheres criam os homens que são machistas, e isso faz as mulheres fonte principal do machismo. Ou não, porque existe o ambiente, a escola, os meios de comunicaçao. Mas todo mundo é responsavel por essa diferença brutal entre homens e mulheres.

Eu tava assistindo Undercover Boss, o cara da Hooters ( cadeia de lanchonete, que valoriza bastante as garçonetes), tem duas filhas adolescentes, e tanto elas quanto ele, não viam problema delas trabalharem em alguma das lanchonetes. Até que o cara, o chefe, foi numa loja, e viu o gerente tratando as mulheres de uma forma humilhante. E o discurso do gerente era: "essas mulheres são mimadas, cara." No final, o chefe se apresentou  e disse pro gerente: Eu tenho duas filhas, e nunca vi problema se elas resolverem trabalhar na Hooters, mas se você for o gerente, eu não quero elas trabalhando na sua loja." Depois de receber um treinamento, o gerente saiu da loja, viu que não era pra ele.

Eu assisto muito os videos do Felipe Neto, eu gosto. E tem algumas comparações que eu adoro. O pastor Marcelo Crivella no debate politico, onde ele foi elogiar a jornalista, falando que o programa era maravilhoso porque ela tava lá. E ela deu tchauzinho de miss... O Felipe disse: Põe o William Boner no lugar dela, vê se esse elogio foi bom ou ruim.
Outra coisa é: Pensa na sua mãe quando você for falar alguma coisa pra alguma mulher, pensa na avó. Você diria isso pra sua avó, você ia gostar que um homem dissesse isso pra sua mãe?

Eu acho também que é triste feministas mandarem os homens calarem a boca. Se for pra apoiar o feminismo, acho que é legal ouvir. Se for contra o feminismo, é legal ouvir também.  Assim a gente se posiciona melhor.

Eu sou muito focada nesses assuntos sabe, eu até esqueço outras coisas por causa desse foco. Tipo o filme Boy Meets Girl, eu tava sinceramente torcendo pra menina. E eu nem me dei conta que o óbvio era que a Rick ficasse com o melhor amigo dela. Ói que tonta que eu sou?!
Tava assim na cara, super clichê, e mesmo assim eu não percebi e fiquei torcendo pra uma relação que não era o que o personagem principal queria. E é essa minha percepção. Eu torço pra relações femininas.

Eu sei que exagero, sou mesmo muito radical, e chego a ser preconceituosa, entre outra coisas.
No face tinha um teste, você vai pro inferno ou pro céu? E o meu resultado foi que eu vou pro inferno. Fiquei chateada com isso também. Eu não queria ir pro inferno. Ai eu escuto uma historia de abuso sexual, e eu concordo totalmente que eu vou pro inferno.

Quando eu era criança e adolescente, eu sempre quis ter filhos. Eu achei que eu fosse me casar com um cara tipo Clark Kent, certinho e honesto, e que eu teria uma familia. E hoje tenho 36 anos e não tenho filhos. Só gatos, virei a tia velha cheia de gatos. Outro clichê. Mas se eu tivesse uma filha, e ela fosse molestada, por quem quer que fosse: Tio, avó, pai, padrasto, estranho. Pode ter certeza que esse cara não ia ter que se preocupar com policia, com dividas, com o dia de amanhã. Quando eu era adolescente eu via muitas reportagens sobre a ditadura, KGB, Hittler. As atrocidades que fizeram, as pessoas que desapareciam sem explicação. Sério, eu ia pra cadeia, ou não. Mas o cara não ia sair dessa assim. E de acordo com algumas coisas estranhas, quando alguém morre assassinado brutalmente, vai pro céu (isso tá em Constantine). Eu não sei se eu ia matar o cara em questão.

Eu acredito em segundas chances. E também acredito em pena de morte, tem crimes que sinceramente, o criminoso em questão não deveria viver em sociedade. Eu não sei julgar o que merece segunda chance ou não, também não quero entrar nesse mérito. Não sei dos critérios.

Então acho que o facebook tá certo, eu vou mesmo pro inferno.

Bom Sabádo. O meu tá mals....





segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Desabafo

Hoje to cheia dos desabafos...
Bom dia, todo mundo.
Aconteceu um negócio meio estranho esta madrugada, eu estava no facebook, e uma menina postou uma piada ofensiva: ela disse que ter amiga mulher é como criar galinha, depois de um tempo, você vai querer comer.
Obvio que achei aquilo escroto e dei minha opinião. Mas a menina, porque obviamente era uma criança, falou que eu não sei brincar. E eu achei aquilo meio absurdo. Mas devo concordar que eu levo as coisas meio a sério de mais mesmo.
Mas eu vou me explicar aqui. Eu penso o seguinte: Se eu quero respeito, eu tenho que dar respeito. Se eu quero que as mulheres sejam valorizadas, eu tenho que valorizar as mulheres.
E quem rouba um palito de fosforo também tem capacidade pra roubar um banco.

A menina lá não sabia o que tava fazendo, e eu poderia ter ignorado, mas não consegui. Aquele papo, de prefiro não ter razão e ficar em paz. Bom, eu não tenho maturidade pra isso ainda, e me sinto profundamente ofendida com esse tipo de "brincadeira". Eu não quero fazer amizade com alguém que acha que tem o direito de me chamar de galinha, e tão pouco que a amizade valha tão pouco a ponto dela sacrificar isso pra me "comer".
Resumindo, eu achei que tinha muita criança no grupo que eu estava e fui procurar outro. Ai me deparei com a seguinte situação. Entrei numa pagina e tinha um aviso: Fora RAD!!!!
Vai saber o que é isso!

Ai eu fui pesquisar. RAD são as feministas radicais. E quando eu estava lendo as definições. Eu realmente me encaixo nelas. Eu acho que as mulheres devem conversar entre si, que devem debater como enfrentar o mundo e a condição feminina, e também o respeito as suas diferenças em relação aos homens. As mulheres ficam gravidas, homens não. As mulheres têm jornada tripla de trabalho, os homens não. Alguns homens estão começando a entender isso, mas a grande maioria ainda trata suas mulheres como "escravas". Então eu simplesmente sai da pagina, não vi nenhum post mais, não quis saber se era interessante ou não.

Eu acho que isso é se colocar no meu lugar de RAD, e respeitar o espaço da outra pessoa que não quer gente como eu na pagina dela.

Hoje também eu entrei numa discussão que começou com uma bobagem. Gente que escreve errado.
Eu falei o que pensava. Eu vou ver se as ideias da pessoa com quem eu estou conversando correspondem com o que ela escreve, e tem variações de regiões do pais, tem giria, tem estrangeiros. Falei tudo isso. Ai uma moça postou printes de um pai, dizendo que amava a filha, mas que ele não sabia escrever. Então a discussão ficou louca, a moça que começou a discussão se desculpou, e tal. Eu não quis me desculpar. Eu não tava falando de pai e mãe de ninguém. Eu estava falando sim de pessoas que têm acesso a internet, acesso a informação, acesso a televisão, que pega onibus. Não tava falando de gente pos graduada, nem dos nossos pais e avós que vieram pra cá sob as mais diversas infelizes circunstancias, e que demoraram tempo pra caramba pra dar pra gente, nós, agora, um pouco mais de condições de ler, de ver filmes, de ouvir musica...

Eu sinceramente acho uma puta falta de respeito conversar com uma pessoa que não faz questão nenhuma de conversar claramente. Meu, de boa, o intuito da comunição é se fazer compreender, vc tem um código que é a linguagem, e vc usa esse codigo. Ninguém fala e escreve 100% correto. Mas 90% da conversa com palavras que vc não entende? E eu to falando da escrita.

Não tenho nada contra niguém. Procuro respeitar e entender todo mundo. Mas tem coisa que é de proposito. A pessoa não se interessa, não faz questão, sei lá. Também não estou falando dessas pessoas. Nesse ponto da pra perceber o quanto foi intenso e tenso.

Enfim, era isso que eu queria dizer. Eu levo tudo muito a sério, e eu não convenço ninguém do meu ponto de vista. Mas eu tenho meu ponto de vista e é meu, eu respeito o seu, por favor respeite o meu.

Eu escrevo errado, eu falo errado. Eu tenho algumas piadas escrotas também. E nesse processo evolutivo, eu procuro nao ofender ninguém.

Se eu ofendi, foi mal. Salvo quem eu quis mesmo ofender.

Bom dia todo mundo!



Que todas as lesbicas do mundo encontrem suas princesas encantadas, que realizem seus sonhos, que suas amigas a respeitem e que elas também possam se comunicar.

Bye.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Reflexões Boy Meets Girl (2004)

Eu quero muito falar desse filme e do impacto que teve em mim, e as reflexões que estou fazendo sobre isso. E tem spoiller, então, se você ainda não assistiu e tem interesse em filmes com temática homossexual, esse é um dos bons, que te faz pensar.
Pra começar, é estranho como gente LGBT nasce nos lugares e famílias mais diferentes o possível do que somos. Eu nasci numa família Matriarcal. Minha avó fugiu do meu avó, com 4 filhos. Ele batia nela, e fazia algumas outras coisas que ser humano nenhum devia aceitar. Então ela se cansou e caiu fora. Antes disso, minha avó tinha um pai meio estranho. Ele não queria que ela estudasse e a mãe dela também não suportou, reza a lenda que minha bisavó cometeu suicido. Mas ninguém sabe exatamente. Minha avó era uma mulher forte e passou isso pra gente. Eu sou a filha única da filha mais velha.
O filme. Rick Jones é adoravel.
E é engraçado como as pessoas estranhas guardam os segredos dos outros. Parece sina, se você é um pouco diferente, as pessoas confidenciam a você as coisas delas, coisas que elas não podem compartilhar com o resto das “amigas”.
Como lésbica, eu tava torcendo pra Francesca. Eu queria que as duas ficassem juntas, elas estavam apaixonadas e podiam explorar aquilo um pouco mais. Mas a mãe da Francesca fez o que qualquer mãe faria. Ela fez de um jeito meio podre, mas fez o papel dela de proteger a filha.
Ai eu reparei que a Franchesca fazia a mesma coisa. Ela parecia idiota, superficial, e “inocente”, mas no fundo no fundo, ela queria ser ela mesma e explorar a vida, as coisas da vida.
Acabei percebendo que a gente aprende a “fingir” com nossos pais. As coisas que a gente faz e que eles não gostam, e ai a gente aprende a não deixar eles perceberem que a gente continua fazendo. É engraçado, mas ao mesmo tempo, fingir ser bonzinho, tem seu preço.
A Rick tem uma família legal, o pai fazia o possível pra participar da vida dela, o irmãozinho também, e não tinha nenhum conflito grande. Ai lembrei de Glee. O Kurt, o pai dele. O Amor faz coisas maravilhosas, e uma delas é que os filhos são o “cheque-mate” na vida de um pai, de uma mãe. O amor é incondicional, e as coisas são complicadas.
A postura da Rick era bem de pessoa generosa, ela respeitava o melhor amigo, respeitou Franchesca e até pra escapar da briga com o David, ela foi uma lady.
Eu gostei do pai da Franchesca também, quase enforcando o David e dizendo que a filha dele ia andar com quem ela quisesse e David deveria respeitá-la. Foram 3 segundos magicos.
E depois do sexo, que elas estavam conversando sobre definições. E somos todos humanos, nossas experiencias nos tornam humanos. E ninguém carrega um cartaz no pescoço dizendo o que é ou deixa de ser. Mas até pra gente encontrar os semelhantes, precisamos nos definir. Nos classificar e rotular, como em Pluft Plaft Zum: Tem que ser selado, registrado, carimbado, rotulado se quiser voar. A vida da gente também é assim.
No meu caso, eu estudei numa escola onde as pessoas me chamavam de sapatão pelas costas, e eu estudava numa classe só de meninas. Eu nem sabia que eu era lésbica, mas as pessoas sabiam. E ai vem a pergunta: Como elas sabiam? Essa parte eu não entendo, a gente passa a vida toda tentando se entender, e por algum motivo, as pessoas que são de fora, nos entendem. Não numa maneira muito cordial, mas eles sabiam que eu era diferente, e não só diferente. Lésbica.
Eu tinha 20 anos quando conheci uma moça lésbica. Ela tava muito feliz com a vida dela, namorava, trabalhava, fazia faculdade. Mas a gente nunca chegou a conversar sobre questões pessoais desse tipo.
Algumas pessoas se apaixonam e dão sorte do seu objeto de desejo sentir o mesmo. Comigo não foi assim. Eu tinha minhas “crashs”, mas eu só queria amizade. Por outro lado, minhas amigas mais “safadinhas” me contavam suas experiencias, lembrando que eramos adolescentes e por experiencia, estou falando de beijo na boca. Elas diziam como estavam felizes e satisfeitas com seus romances heterossexuais, ao mesmo tempo me consolavam, diziam que eu ia encontrar o cara certo. E eu tentava, mas não me sentia bem, aquela alegria que todo mundo tinha, eu não tinha. É como se eu não pertencesse aquela realidade, e passei o resto do tempo tentando pertencer. Robby disse pra Rick que ela era a pessoa mais decidida que ele conhecia. Mas antes disso, ele falou algumas verdades bem profundas. A gente passa a vida toda tentando “figure this shit out”, que é tentando se encaixar, tentando fazer o trabalho que gosta, viver a vida como a gente imagina que é certo. E tipo, pra alguém brigar pra ser aceito, ou mesmo pelo seu direito de existir, precisa ter muita certeza. Mas a certeza tambem é algo natural, como o Sol que aquece o dia, e queima se você ficar exposto muito tempo.
Eu acho que eu sou muito clichê. Quando eu tinha 20 anos, conheci minha primeira namorada. Foi um romancezinho, meu primeiro beijo, mas um mês depois eu sai da cidade. E ficou só no beijo mesmo. Ai, eu fiquei com meninos, mas continuava ruim, eu não sei porque as pessoas dizem que vai melhorar com o tempo. Não vai. E com 24 eu me apaixonei por uma menina mais nova que eu, ela parecia o Lex Luthor, sexualmente irresistivel, mas oh bicho ruim do caralho! Traição, mentiras, manupulação, isso eram as coisas boas. As ruins, eram que ela ainda era apaixonada pela ex, e tava me usando, quando ela se sentia mal, ou sozinha, tinha a tonta aqui pra ficar com ela. Mas ai, antes disso inclusive, eu tinha minhas melhores amigas heteros. E pra contar? Eu contei, detesto mentira, mas foi foda pra elas lidarem com isso. Eu queria que tivesse algum livro, ou um filme pra ver, algo que me explicasse que aquilo era a vida. E não que eu era uma aberração, que vou pro inferno, ou que estou indo contra a leis de Deus. Minha família é meio desorganizada, mas somos pessoas religiosas, sabe? Minha mãe lia a Biblia comigo e sempre tinham estudos enquanto eu crescia. Me apeguei muito a Deus na minha adolescencia. Eu tinha medo de fazer algo que eu me arrependesse depois. Engraçado isso, as pessoas falam, só me arrependo que não fiz. Mentira gente, tem coisas que a gente faz que vão estar lá, podemos esquecer, fingir que não existe, mas está lá. Eu sou pisciana, emocional e tudo mais. Mas eu não sou “galinha”, sempre respeitei as pessoas, e eu não invisto em ninguém. Entao sempre, era a outra pessoa que desmonstrava interesse e as coisas aconteciam. Menos na internet, porque precisa deixar uma frase de efeito pra pessoa ter interesse em você. Eu não sei porque to saudozista, mas acho que é a coisa de ser inspirado por um filme, por isso filmes são tão bons. A gente reflete e analisa, buscando respostas e conclusões.
Eu sou cercada de gente hetero, as vezes eu reclamo um pouco disso, porque é meio estranho não compartilhar algumas coisas. Mas por outro lado, eu não gosto muito do que acontece com algumas comunidades lesbicas. Vai ver que não me adapto a lugar nenhum. Quero ser diferente assim no meu mundinho mesmo.
Eu tava pensando, desde pequenas a gente escuta historias de princesas e fica aquele “sonho” de se casar e ter filhos, e a Rick também queria isso. Deviam fazer historias da Disney com trangeneros, lésbicas, gays, travestis, assim todo mundo pode sonhar a vida que se enquadra. Eu tava vendo a entrevista da Alessandra Maetrini na TV Brasil, programa Plural. E ela disse, que o problema é que querem encaixar o quadrado no redondo. Como aqueles brinquedos de criança, onde a peça só encaixa se a figura geometrica for igual. E acho que isso acontece muito com a comunidade LGBT, deve acontecer em outras comunidades também, mas a LGBT, é a que me afeta. Eu tava falando com um cara, ele é negro, falavamos de religião. A família dele é muito religiosa também, e ele foi buscar uma religião em que se enquadrasse, estavamos falando dessas experiencias. E quando fui num centro Kardecista, me disseram que já que eu nasci mulher, eu tenho que ficar com homem. Ou guardar minha sexualidade pra mim. Tipo, se eu não quiser me relacionar com homens e não “deveria” me relacionar com mulheres, então eu poderia ficar sozinha. Mas também que não deveria falar isso para as pessoas. Ai ele me disse, que quando ele foi num centro Kardecista, disseram que ele devia ter feito algo muito ruim na vida passada para ter nascido negro. Eu fiquei chocada! Eu achei que a vida dele era melhor por ele ser homem. Mas no final, estamos todos no mesmo barco. E, mesmo as pessoas ditas “perfeitas” sofrem preconceito. No final das contas, as pessoas vão ver o que elas querem ver e pensar o que elas quiserem pensar, melhor cada um cuidar para ver a si mesmo como gostaria de ser visto. Tipo a Maria Fernanda Candido. Ela é muito linda, tava de bom tamanho já a boniteza dela, mas não, ela é inteligente também. Ela fez faculdade, abriu um espaço multi cultural, e escolhe os papeis que ela quer fazer.
Ainda estou tentando entender o amor próprio. O conceito não é muito claro pra mim, porque amar-se de mais, pode ser egoismo, ou narcisista. Ao mesmo tempo que, não se amar, pode ser perigoso. O ideal seria se pudessemos nos ver e aceitar como somos. Mas como a gente vai fazer isso sem se comparar com as outras pessoas? E eu sei que depois que você consegue as respostas que você busca, já não faz a menor diferença. E que as vezes a gente poderia viver bem sem isso. Mas é como perder a memória sabe? A gente não sabe o que esqueceu, mas parece tão importante. E, as vezes, quando você descobre, talvez preferisse não saber.
O filme.
Basicamente é a historia de Rick Jones, ela é uma garota transgenero, vivendo numa cidade pequena, ela tem um melhor amigo, Robby, e acaba se envolvendo com uma garota Franchesca. O melhor amigo fica com ciume e se declara pra ela. E os dois vão embora da cidade pra Rick poder realizar o sonho dela de ser estilista.
Meio chatinho o filme, não é? Preste atenção ao detalhes, são muitos. E se você tem quase 40 anos como eu. Faça as pazes com seu passado. Você precisou passar por tudo aquilo pra ser quem você é hoje, e se as suas piores memórias desaparecessem, você sentiria falta delas.

Abraços.
Bom fim de semana e feriado.

Obrigada por ter lido meu texto.

Referencias:
Alessandra Maestrini no Estação Plural.
https://www.youtube.com/watch?v=2zJ9J64gto4

Pluft Plaft Zum - Raul Seixas
https://www.youtube.com/watch?v=2zJ9J64gto4

Kurt e o Pai dele.
https://www.youtube.com/watch?v=gGFKtzZBi9g
https://www.youtube.com/watch?v=3o45hErHnjk

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Aceitação LGBT pela sociedade.

Bom dia.
Eu estava vendo um canal no youtube, um cara com algumas ideias que concordo parcialmente, e com opiniões bem fortes sobre politica, religião e outros assuntos. Eu fiquei interessada no conteúdo do canal. Mas como boa feminista lésbica, eu precisava saber a opinião do cara sobre os homossexuais, então eu fui pesquisar o resto dos videos e descobri que ele não é homofóbico.
Mas também não é um cara muito engajado nesses assuntos, ele é obviamente hetero, e como qualquer hetéro, ele tem suas opiniões e seu ponto de vista de fora do movimento gay.
Só pra esclarecer, este não um artigo resposta, eu só estou pensando cá com meus botões sobre algumas coisas que ele pontuou nos videos dele e que eu não tinha parado pra analisar.
Primeiro vamos falar da Parada LGBT, ele disse que tem alunos homossexuais e que um deles disse que a Parada não representa seus interesses.
A Parada LGBT, começou com o proposito de conquistar um Estado Lato, o que é isso?
Que as oportunidades dadas sejam iguais para todas as pessoas, idependente de sexo, genero, religião, raça, como está na Constituição. Mas como a gente sabe, Lei e Realidade, as vezes são coisas muito distintas. Depois da segunda Parada Gay, os baderneiros começaram a invadir o espaço, então o proposito inicial acabou sendo “esquecido”, digamos assim. As pessoas vão na Parada por diversos motivos, mas não tão conscientes do objetivo que a Parada tem, que é unir pessoas de diversos lugares em prol do direito do ser humano de ser tratado com igualdade.
Ele também comentou sobre a agressão aos Cristãos, é gente, o povo Gay tá atacando as crenças das pessoas. Quem diria, o senso critico de alguns está pela hora da morte! Se é que não se esvaiu completamente.
Eu sou Cristã, e Jesus nunca falou nada sobre sexualidade. Inclusive defendeu prostitutas e curou doentes. Eu não lembro dele condenando ninguém por suas opções sexuais.
Ai, entrou uma outra questão, que é a da imposição que a comunidade LGBT faz em relação a algumas coisas, por exemplo. Não são todas as igrejas que realizam casamento gay, e é direito do casal que não conseguiu se casar, processar aquela igreja, ou aquelas pessoas. Mas ai, o cara entrou numa abordagem que é, um muçulmano não vai se casar numa igreja cristã, e o judeu não vai querer casar numa “igreja” muçulmana. E é direito de quem coordena esses lugares dizer, olha, eu não vou realizar esse casamento porque vai contra o que eu acredito. Vai contra minhas crenças religiosas.
Tudo bem. Eu concordo que a religião que não concorda com o casamento gay tem o direito de não realizar a cerimônia. Desde que existam outros lugares onde ele possa ser realizado. E existem esses lugares, existem pastores e juizes muito dispostos a realizarem cerimonias homossexuais. 
Ai, entra uma outra questão. Uma moça escreveu algo pro cara, e disse: “Eu sou Lésbica e assisto todos os seus videos.” Ele deu um esporro na moça, e disse que o que ela faz entre quatro paredes é problema dela, e que ela não devia se apresentar dessa forma, porque não interessa. Eu confesso que concordei com ele. Mas eu também confesso, que quando conheço uma pessoa nova, eu deixo bem claro que sou lésbica. Até pra evitar problemas futuros. Depois a pessoa olha pra sua cara e diz que você é uma falsa mentirosa, por não ter contado a verdade. Ou pior, a amizade fica legal e quando a pessoa descobre que sou lésbica não sabe mais se quer manter a amizade. Então, se alguém tem problema com isso, já fica sabendo logo e decide antes de começar algo que acabe em decepção.
Outra coisa que o cara comentou, foi o Léo Aquila dizendo que é mulher mas tem um pênis. Ai foi ignorancia mesmo.
Então, só pra desabafar, identidade de gênero, é uma coisa bem especifica. Existem 2 generos no mundo, Masculino e Feminino.
Um ser humano nasce com órgãos genitais feminos, ou órgãos genitais masculinos. E esperavasse, que o ser humano que nasceu com vagina, gostasse de seres humanos com pênis. E que quando essa pessoa se olhasse no espelho, ela se sentisse bem com aquilo que ela possui. Que até poderia fazer melhorias naquele corpo fisico, mas como uma forma de reafirmar que era daquele gênero. Mas isso não aconteceu.
Então a pessoa que tem uma vagina, ela se olha no espelho e pensa essa pessoa não sou eu. Aquele indivíduo se identifica com outro genero, e só tem duas opções então... masculino, muito embora todo o organismo daquela pessoa seja do genero femino. E isso é identidade de gênero.
Assim como não significa que um travesti seja gay. Ou que uma pessoa que tem todas as caracteristicas “normais” do seu gênero, seja hetero. Por exemplo, um homem que gosta de futebol, carros, cerveja e funk. Ai é orientação sexual. Então vamos entrar nesse assunto.

Lésbicas, são mulheres que gostam de mulheres. A pessoa nasceu com uma vagina e na hora de se relacionar ela prefere outra vagina. (se a vagina veio de fabrica ou não, não é problema meu!)

Mentira!
Eu não ia falar nada, mas vou. Lésbica é a mulher que se identifica como mulher, e que se envolve emocionalmente e sexualmente apenas com mulheres. (ai vai da interpretação de cada um, porque um trangênero também é mulher, seja ele masculino ou feminino.) Ai, você deve estar pensando. Oi? Tchanam... a mulher que se veste como homem, também é mulher. E o homem cuja identificação de genero é feminina, também é mulher. 

Gays são homens que gostam de homens. Pessoa que nasceu com um pênis e gosta de se relacionar com pessoas que têm pênis.

Bissexuais são pessoas, independente de serem homens ou mulheres, que gostam tanto de homens como de mulheres. E só pra quebrar o tabu, bissexuais namoram e assumem relacionamentos sérios com ambos os sexos, um de cada vez. Por exemplo uma mulher que era casada com um homem, teve filhos, se separou e passou a viver com uma mulher, elas se casaram e tiveram mais filhos. Isso é bissexualidade.

Travestis, são pessoas que se transvestem do sexo oposto. Mulheres que se vestem como homens, e homens que se vestem como mulheres. Sem necessariamente modificarem seus corpos pra isso. Claro que podem deixar o cabelo crescer, ou cortar curto, mas não há intervenção médica pra isso.

Transgenero, são homens que transformam seu corpo para se tornarem mulheres. E mulheres que transformam seu corpo se tornarem homens. E alguns deles nem se envolvem sexualmente. 

Claro que existem outras vertentes e definições mas essas 5 são as mais em evidencia no momento. Expliquei de forma meio simplista, e Deus sabe que existe muito mais envolvido nisso.
E sinceramente uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ai você pergunta, como assim?
A mulher que é transgenero não necessariamente gosta de mulheres. E o homem trangenero, nem sempre gosta de homens. Estão entendendo que identidade de gênero é uma coisa e orientação sexual é outra?

Ninguém quer ser um transformer, ou um coelho, como citou o cara no video dele. O que as pessoas querem e lutam é pra serem quem elas são de verdade, sem ter que se esconder ou se envergonhar de quem são.

Ai, eu vou entrar numa parte psicologica e pessoal. Eu estava lendo uma revista sobre psicologia e falava sobre o trabalho do Foucault sobre homossexualidade.
O indivíduo Homossexual tem a necessidade de se assumir perante a sociedade, isso é como se empoderar da sua própria realidade, e conseguir um espaço dentro de si mesmo pra fazer a vida dessa pessoa acontecer. Mas depois de um tempo, isso não faz a menor diferença.

Eu concordo com isso. Se algo como a sua sexualidade, ou sua identidade de gênero tá fazendo você sofrer, e está te privando de viver uma vida saudável e feliz, saí do armario. Não precisa gritar para os quatro ventos, e sair num carro de som. Mas pega o telefone, liga pra alguém que você sabe que te quer bem e diz, Eu Sou Gay! Só isso. Isso é sair do armário.

Eu confesso que minha vida ficou 10% menos complicada depois que eu me assumi homossexual. Eu ainda precisava procurar emprego, eu ainda precisava viver a vida em sociedade, e ser homossexual é meio como ter uma religião que as pessoas não conhecem direito. As pessoas ditas “normais” fazem perguntas idiotas, tentam te convencer a viver a vida que eles compreendem, mas ai entra meu direito de ser quem eu sou.
Outro dia, minha vizinha me perguntou porque eu não me relaciono com homens. A vida seria mais facil. Eu perguntei pra ela, você já comeu arroz e feijão sem sal? É horrivel, não acha? É assim que eu me sinto com um homem. Claro que não tem nada a ver, mas sendo meio sexista do jeito que eu sou, ficar com uma mulher, pra mim é um banquete, e ficar com um homem é comida sem tempero. Eu não me envolvo emocionalmente com homens, colocando em outras palavras, eu não me apaixono. Adoro pessoas, pessoas são muito interessantes de se conhecer e se relacionar. Mas quando entra a parte do sexo, homens não são tão legais pra mim. E é um direito meu.

Canal do Nando Moura.
https://www.youtube.com/channel/UCOOCeqi5txwviDZ4M5W9QSg

Tá ai o link para o canal do rapaz que eu citei neste post. Eu não tenho nada contra ele, nem contra ninguém. Só estou exercendo meu direito de opinião. 
E vou reafirmar, eu acho que tem gente pegando pesado atacando a crença das pessoas. E eu acho que agora que a sociedade já sabe que a gente existe, ao invés de se defender e protestar com violencia, nós LGBTs deveriamos apenas exercer nosso direito de sermos felizes. Quer trabalhar e ganhar bem? Então vai estudar, e seja muito bom no seu trabalho. Quer se casar e não está encontrando uma igreja que aceite? Então vai realmente buscar a Deus e fazer parte de alguma comunidade religiosa, Se eles te aceitarem na igreja você tem grandes chances de realizar seu casamento lá. E se eles vierem com o papo de amar o pecador e não o pecado. João 3:16 na cara deles.

  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.  

Ninguém falou nada de homossexuais, só estavam falando das pessoas que crêem. E se você tá lá, é porque você crê.

Uma informação meio louca que está nos videos do cara, é que a Ellen Page estava falando algumas coisas pra um dos candidatos a vice presidencia dos EUA. Sobre homossexuais poderem ser demitidos só por serem homossexuais. Isso é verdade. Em alguns lugares, como São Francisco, se não me engano. O funcionario pode ser demitido por ser homossexual. Ela também falou sobre a violência contra a comunidade LGBT, e em outro video, o Nando estava citando lugares no mundo muito mais violentos contra homossexuais do que o Brasil, ou EUA. E ele estava defendendo os Cristãos dos ataques sofridos pela comunidade LGBT.
Eu acredito que já que estamos aqui, nesta cidade, neste Estado e neste País, devemos lutar pelos nossos direitos aqui. E sem agredir ninguém, muito embora alguns indivíduos queiram nos agredir. Cabe a nós, permitir ou não que essa agressão afete nossas crenças. Eu creio que podemos e devemos ser felizes. E tem uma outra coisas que eu falo também, é meio boba, mas quando eu estava me debatendo com religião e algumas pessoas me diziam que eu deveria me calar sobre a minha sexualidade e viver em sociedade em silêncio, é que se eu gosto de futebol e encontrei alguém pra bater bola comigo, eu vou dizer não, por quê?

Eu confesso que eu nasci feliz aqui no Brasil, eu não iria para aqueles países nem a passeio. Primeiro porque eu sou mulher, e obviamente aqueles lugares que ele citou tratam mulheres feito lixo, pra ser educada. E em segundo lugar, tanto lugar pra ir, porque eu vou perder meu tempo num lugar que me agride, que me ofende? Enfim.

Obrigada pela atenção.
Bom resto de semana pra todo mundo.
Abraço

domingo, 24 de julho de 2016

The Astronaut Wives Club (Desabafo)

Boa Tarde!
Gente, eu tenho que fazer um desabafo, eu estava assistindo a série The Astronaut Wives Club por causa da Yvonne Strahovisk, a Sarah Walker da série Chuck.
No começo, achei até interessante a rivalidade entre as esposas, como elas fizeram uma amizade incondicional diante de uma situação comum, ver a Dra. Adams ( de Dr. House), achei  legal até, fora algumas criticas pessoais quanto a cor do cabelo da Rene.
Vai ter spoiler o texto todo, então, se vc tem algum interesse em ver a série e não quer saber o que acontece, melhor parar de ler agora!

Até então, a cor branca do cabelo da Rene não era o problema, mas conforme a série foi se desenvolvendo, os anos 60, que inferno aquilo!
Aqueles homens que não conseguiam compreender, apoiar e ajudar suas esposas a realizarem seus sonhos. Que pobreza de espirito!!!!
Sinceramente me senti aliviada de viver aqui e agora, ser quem sou e viver a vida que tenho!
Gente! Sou lésbica, pelo amor de Deus, Deus me fez assim por algum motivo e eu O Amo e Respeito! Mas aqueles homens, aquelas idéias, aquele comportamento.... Não é atoa que tantos erros foram cometidos em todas as civilizações!
O racismo, negros servindo num bar, não podendo ir a praia, não podendo realizar seus sonhos, como o de um deles que teve que aprender sozinho Ciências e Matemática, porque na escola não ensinavam a negros. Mulheres que não podiam realizar seus sonhos porque não eram aceitas nas escolas de homens. Meu Deus, que mediocridade!
Homens fracos, traidores, medíocres em caráter, pequenos, inseguros.... e suas mulheres tendo que abrir mão de seus desejos profissionais e ambições pessoais, porque os sonhos de seus maridos eram mais importantes??? Que isso??? Ainda não terminei de ver, mas não acho que tenha nenhum personagem homossexual e, fiquei imaginando nossas vidas naquele tempo.
Hoje temos uma batalha por igualdade referente as coisas que nos são naturais, como ser gay, ou negro, ou deficiente, ou o que quer que seja. Naquele tempo, não existia isso! Porque ser qualquer uma dessas coisas era automaticamente ser ignorado pela sociedade, condenado a não realização de seus sonhos, frustrados em seu amago. Decepcionante!
Fiquei feliz que não haverá segunda temporada, triste pelos atores e atrizes que perderam seus empregos, mas muito feliz porque a série retrata um estado da sociedade do qual devemos todos nos envergonhar.
Hoje em dia, com tantas possibilidades, tecnologias, desenvolvimento, livros, educação, ainda temos que enfrentar as injustiças, tanto as nossas quanto as dos outros, e da sociedade que não tem uma cara em particular porque representa a todos nós, a ignorância, o preconceito bobo que temos dentro de nós, mas aquilo, aquilo é mais que uma vergonha!!! Uma Vergonhosa Sociedade!!!!
O pior é o Donald Trump que tá querendo que as coisas sejam daquele jeito novamente. Todos nós deveríamos ser cidadãos do mundo, com direito de ir e vir, e se não está bom onde está, que tenhamos o direito de mudar para qualquer lugar, porque Deus fez a Terra para que habitássemos e vivêssemos em fartura!
Eu talvez não devesse misturar minhas crenças religiosas nesse post, mas sou obrigada! Quando há discussão sobre religião é uma vergonha que os mandamentos de Deus sejam tão mal interpretados, Deus não disse que os homens são mais que as mulheres, Ele disse: " Amai ao próximo como a ti mesmo!"; " Amai a Deus com todo seu coração, seu corpo, sua mente e seu entendimento!"
Sinceramente, o resto são historias e visões de um momento histórico, de pessoas que tinham certas necessidades, como andar no deserto por 40 anos. Ou tentar construir a Igreja de Deus em meio a perseguições e assassinatos brutais.
Jesus, naquele tempo, não poderia ter nascido mulher, pois não seria ouvido. E mesmo a Bíblia ignora o livro de Madalena, como assim???
Esta sociedade é uma vergonha, as ideias politicas são vergonhosas e os erros humanos em prol de uma "sociedade melhor" são atos muito cruéis de gente que tem tendência psicopata.
Não é por nada, não quero ofender ninguém, também não tenho o direito de julgar nem decidir o futuro de ninguém. Cada um é responsável por si mesmo e pelos que estão ao seu redor.
Só estou dizendo que assistir a série me fez refletir sobre quem somos agora, e o que eramos antes, como seres humanos vivendo em sociedade.
Sinceramente, vendo aquele comportamento dos maridos astronautas, desrespeitando suas esposas, me fez agradecer muito eu ter nascido nos anos 80 e ser gay, hoje!
Pelo menos nós podemos sonhar, compartilhar nossas ideias e lutar pelo que queremos. Claro que vamos sofrer ao longo do caminho, cometer erros e até termos um certo arrependimento, mas não serão as pressões machistas, nem uma sociedade sem cara que vai me impedir de lutar para eu me tornar o que eu quiser ser!
Percebi uma coisa hoje, eu quero mesmo encontrar o amor da minha vida, me casar e ter filhos, uma casa, lavar louça, fazer comida... ser esposa de alguém. (uma mulher claro!) E quer saber? Eu posso!
Neste momento, nesta sociedade, eu posso me casar com quem eu quiser, homem, mulher, branco, negro, amarelo, azul, vermelho, transgênero... eu sou livre!
E sinto uma tristeza enorme por aqueles que não puderam ser livres para realizar seus sonhos e desejos. As mulheres que não puderam pilotar aviões, as que não puderam ser médicas, as pessoas que foram consideradas escravas seja por qual motivo for: Italianos, Negros, Tibetanos, Mulheres, Homens...
Pra terminar, espero sinceramente que nossa sociedade se abra para respeitar, apoiar e viabilizar os sonhos de todas as pessoas, como deve ser. Desde uma rampa para cadeirantes, com o direito de ir e vir aplicado a todos os cantos do mundo, o direito de estudar o que se queira em igualdade, sem olhar de onde viemos, ou quanto dinheiro temos, e sim para o que podemos nos tornar de acordo com nossos esforços, talentos e criatividade!
Sinceramente, certo e errado não existem! O que existe é seu direito de existir, e se seu direito atrapalha alguém, melhor rever seus conceitos porque ninguém pode ser se desrespeitar o direto do outro de existir.
Um abraço a todos,
Ótimo Domingo.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Indicações de videos e filmes.

Bom dia a todos!
Hoje eu estava procurando blogs lésbicos e coisas afins, vi varias listas de filmes, os melhores filmes lés, os melhores beijos e etc.
Bom, eu sou uma mulher de 36 anos, já saí do armário ha muito tempo, e alguns filmes sobre jovens adolescentes me aborrecem. Conheço o clichê, vivi o clichê. Então resolvi fazer uma lista de indicações de filmes e videos para mulheres adultas.
Então vou começar com Arizona e Callie, da série Grey's Anatomy, elas são maravilhosas, cheias de altos e baixos, mas isso todo mundo tem.

Vou fazer um resumo: Callie é médica ortopedista, ela teve um relacionamento com um cara que a traiu, depois disso ela ficou sozinha um tempo e apareceu a Arizona, pediatra, enfim, coisas novas acontecem com Callie e como as duas são lindas, torna tudo muito mais interessante!

Concussion: É um filme de 2003, muito interessante. Duas mulheres são casadas e têm dois filhos, infelizmente o relacionamento delas não está na melhor fase e uma delas não se aguenta e acaba contratando uma garota de programa, não contente com o que houve, ela decide se tornar uma garota de programa. Enfim, vale muito a pena assistir...



Perfect Ending: É um filme muito interessante sobre uma mulher que tem um casamento daqueles que acabou, ela tem 3 filhos adultos, o marido é um idiota e ela se descobre num daqueles momentos da vida em que, ou ela faz alguma coisa pra ser feliz, ou nunca será feliz. Então, conversando com suas amigas, que são um casal lésbico, muito feliz, ela começa a se questionar e acaba ligando para um serviço de acompanhantes, é um rolo no começo, mas ai ela vai perdendo o medo e se apaixonando. Muito legal!


Elena Undone: Também é um filme muito interessante por sinal, por falar do amor e de como as vezes ele nos surpreende, a verdade é que temos uma visão muito limitada do amor, e os acontecimentos acabam testando se temos coragem suficiente pra enfrentar nossos medos e sermos felizes. Sinceramente não contei nada do filme. Mas é muito bom!



Pra quem gosta de sexo, e línguas diferentes. Tem uma série pornô muito interessante e linda, chamada THE WRITER. É a historia de Luna, provavelmente uma italiana que se mudou para Espanha por ser uma escritora de contos eróticos, ela tem um namorado, mas conheceu uma fotógrafa e se tornaram amigas. Então Luna, pensa em Italiano, fala em Espanhol com seu namorado e fala em Inglês com sua vizinha. Desculpem pelo Spoiler, mas sou obrigada a compartilhar. A Luna está descobrindo as possibilidades do sexo para poder escrever, então ela imagina que seu namorado é o personagem de suas estorias, com outras mulheres, mas sou obrigada a dizer, a vizinha! Que vizinha!!! As duas acabam ficando e nesse ponto achei a historia muito bem escrita, porque em nenhum momento Luna fica com seu namorado, mas ela se acaba com a vizinha! É pornô, tem sexo explicito. Para nós lésbicas experientes, a Luna é uma inexperiente, então dá vontade de entrar na tela e fazer por ela....kkkk Mas é lindo! São vários capítulos de 20 minutos, com temas diferentes... eu confesso que achei tão interessante que o Italiano parecia Espanhol e posso jurar que entendi tudo! Mentira! É um filme Europeu, como deu pra perceber, a fotografa show de vizinha é da Republica Checa ( Lugar Perfeito!). As imagens são maravilhosas, as mulheres lindíssimas e o enredo impressionante!
É possível baixar pelo Torrent.


Tem uma novela mexicana chamada Las Trampas Del Deseo. Confesso que a novela é muito boa, tem ela inteira no vimeo e obviamente o SBT não vai passar essa novela nas suas tardes. Então vou fazer um resuminho rápido da estoria lés e depois do enredo da novela: Lucia e Patricia são vizinhas e melhores amigas, ambas têm filhas adolescentes e muitos problemas. Um dia, elas se embebedam e trocam um selinho, no outro dia, o marido de Patricia propõem um menage, (o detalhe é que a mulher dele arrasou no menage e ele ficou chupando o dedo...). O marido de Lucia morre, o marido de Patricia admite que teve um caso extraconjugal, Patricia sai de casa e vai morar com Lucia, a coisa fica muito complicada porque Lucia é viúva e o marido a deixou com um monte de dívidas, Patricia tenta ajudar, mas isso deixa seu ex marido muito furioso. É novela mexicana, tem drama, drogas, sexo, tequila e um casal lés lindo que não consigo parar de assistir.
O enredo da novela: Basicamente a estoria toda acontece num edifício, onde cada vizinho em suas complexidades, tenta resolver seus problemas pessoais, políticos, econômicos e sociais. Cada um com seus problemas, mas com o cenário do prédio como local onde todas as historias se encontram. Uma atenção em especial para a Psicóloga radialista que mora no térreo, ela fala bastante sobre sexualidade e o novo papel que as orientações sexuais exercem na sociedade atual. Também muita atenção à Marina, a prostituta do prédio, porque ela é maravilhosa eu quisera eu que ela tivesse trabalhado com a Sarah Walker de Chuck. Vale a Pena!



No YouTube fizeram várias montagens com o nome de Lutricia, se quiserem ver as cenas e não necessariamente acompanhar o enredo. A novela está em Espanhol, é possível entender só com o Português.

Onde Estão os Homens?
É uma comédia, parece coisa de novela mexicana, mas é uma produção americana onde, por causa de confrontos políticos, todos os homens da cidade são obrigados a lutar, só sobra o padre, mas não por muito tempo... Tem Eva Longória e Kate Del Castillo, pra quem não sabe a Eva fez Desperates Housewives e a Kate Del Castillo tava na novela A Mentira que acabou de acabar no SBT. ( Sempre soube que eu gostava dela, não sabia o porque, agora sei!) kkkk.
Como falei é comedia, mas é também pra se pensar, o que aconteceria se numa sociedade predominantemente machistas os homens deixassem de atuar e as mulheres assumissem seus postos? 




Bom, espero que gostem e divirtam-se!

Bye!